quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A Recepção na Casa Espirita





A casa espírita é o centro de divulgação do espiritismo, local onde se torna acessível e compreensível, a doutrina para as massas.
Para os espíritas é o porto seguro, para outros uma escola de aprendizagem, para alguns seu segundo lar onde congregam sua família espiritual que por necessidade evolutiva residem separadamente.
Para a pessoa que adentra pela primeira vez, pode ser como um hospital onde ela recorre aliviar suas dores da alma, ou vão em busca da cura de seus corpos. 
Outros adentram por mera curiosidade para ver baixar Espíritos, descobrem que centro espírita não é aeroporto e Espírito não é avião. 
Alguns por terem lido romances de conteúdo sugestivamente espírita se identificam e buscam saber mais sobre espiritismo.
Espíritas de outras casas, para conhecer a metodologia de trabalho e de divulgação adotado.
Objetivando entender cada anseio faz mister termos uma boa recepção.
Se a pessoa que busca a casa espírita como á um hospital devemos identificar para orientar desde o inicio , para isso devemos ter uma boa recepção.
Devemos ter em nós a alegria de receber as pessoas que nos visitam pela primeira vez, com a alegria espontânea de que recebemos um amigo que não vemos a tempo.
Técnica que funciona bem é ter uma pessoa que entrega mensagens, que não tenha simplesmente a atitude maquinal de entregar a mensagem, mas que tenha o habito de olhar nos olhos das pessoas, exteriorizar a satisfação de o receber através de um sorriso espontâneo e de um seja bem vindo, entretanto sem exageros e sem ser piegas.
Por ser comum, o controle através de ficha e cartão, se faz necessário a existência de duas pessoas para execução desta tarefa (isso depende do numero de pessoas que freqüentam), por estar escrevendo, uma ou outra pessoa pode entrar sem ser percebido. 
Ou seja a recepção ao meu ver deve ser feita por uma equipe que bem recebe na casa espirita.
Existir uma pessoa a disposição para falar dos trabalhos da casa e do atendimento fraterno, sem que a pessoa obrigatoriamente passe por uma " entrevista " e sem pedir saia fazendo um tratamento se esta não sentiu necessidade deste.
Que possa explicar o que é a casa espírita, o que é o passe e como se processa o tratamento que a casa espírita oferece, o que é atendimento fraterno que alguns chamam de entrevista; este trabalho de triagem que antevê o que á levou ao centro espírita. Este colaborador é de relevante importância para recepção, requisito espontaneidade sem ser piegas  e se durante a triagem se descobriu que a busca é pela visão de hospital de almas encaminhar para o atendimento fraterno, começando daí a quebrar a aura ou ambiente místico que as pessoas alimentam por desconhecer o espiritismo.
Ao descobrimos que é um visitante espírita de outra agremiação, essa pessoa  recepcionará falando da metodologia de nossos trabalhos cursos se existir, para que este sinta - se entre amigos tanto quanto no centro que costuma freqüentar.
Em todos os casos olhar nos olhos é indispensável jamais em momento algum criticar a metodologia de trabalho de outras agremiações, ou correntes de pensamento, questionar se a deseja passar pelo atendimento fraterno, jamais impor. Pois é muito comum a pessoa criar em seu centro um nível de amizade que impede de buscar o atendente de seu centro, que diria que ele já sabe o que fazer; para ter mais espontaneidade, não por julgar que a casa que freqüenta não seja boa, mas simplesmente para desabafar ou ouvir a mensagem doutrinária que embora deve ser a mesma, mas ouvir com uma abordagem diferente. 
Nosso papel nesses casos apresentar nossa casa, nossos trabalhadores. 
E  sobretudo a fraternidade deve ser nossa bandeira.
É tão bom sermos vistos, ouvir outras pessoas falar nosso nome e acima de tudo recebermos calor humano. 
É triste quando você entra e sai de um centro espírita sem ser notado, essa invisibilidade  denota frieza… 
Nosso ambiente deve ser fraterno sempre.
O espiritismo nos faz bem? 
Se sim estamos ali com alegria, se estamos alegres irradiamos alegria, pode ter seriedade no que faz sem perder a alegria, dispensa – se a cara sisuda e fechada, de quem está de mau humor, de quem está de mau com a vida, estamos ali pelo o bem que nos faz o espiritismo não tem porque estarmos ali com cara de que está doente sem estar, ou com expressão de prisão de ventre, agoniado, isso enquadra -se também  ao atendimento fraterno, ao coordenador da reunião doutrinária e ao expositor, pois estes são tanto quanto as pessoas que entregam mensagens, são o cartão de visita da casa espírita e da doutrina espírita.
Nunca esquecer de iniciar a reunião dando boas vindas a todos.
E na medida do possível o palestrante ser o primeiro ao lado do coordenador a sair do salão, comprimentar as pessoas na medida que forem saindo, isso reforça a empatia criada antes e durante a reunião, é muito comum que no momento para perguntas e respostas a pessoa deixa de manifestar sua duvida por dificuldade de falar em publico ou por achar que sua duvida é boba e neste momento  cria – se  este espaço.
È imprescindível romper o clima de doutores da lei, pessoa que sabem tudo e se distanciam das outras, somos iguais e temos possibilidades iguais.
Ninguém está sendo obrigado a estar ali, somos voluntários da tarefa espírita, jamais executar o trabalho com obrigação automatizada, mas espontaneamente e prazerosamente.
Ao adotarmos este principio, no futuro não entraremos na casa espírita e sairemos invisíveis, entraremos nas agremiações espíritas desconhecidos, e sairemos com a sensação que plantamos em novos corações a semente da amizade. 
Neste sentimento criamos uma unificação real e não imaginária.




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Nosso email : ricardo.kardeciano@hotmail.com
Paz e Bem sempre.



Um comentário:

  1. Ricardo, gostei muito de sua colocação, pois expressa a verdade.
    Porem, não é a realidade, em muitas casas.
    Um abraço, fraterno.

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